Fluxo de Sinal

A FÉ E A RAZÃO PARA CHEGARMOS AO CONHECIMENTO DE DEUS

Biblicamente, a fé "é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" (Hebreus 11.1). Teologicamente, ela significa a aceitação de algo como verdade, e essa verdade tem por fundamento o testemunho de Deus manifestado em um fato histórico. 

A fé gera a confiança. Ela não é produto de um sentimento cego. Não é algo que não tenha nada a ver com provas, ou que a estas se oponha. A fé e a razão são os dois trilhos que nos conduzem à Verdade, ao conhecimento de Deus. 

Cristo deixou bem claro que a nossa fé não pode ser cega: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8.32). Portanto, nós podemos alcançar o conhecimento de Deus pelo caminho da fé e pelo caminho da razão ao mesmo tempo.
Paulo fala em apresentarmos o nosso culto "racional" a Deus (Romanos 12.1). É o que devemos fazer.

O teólogo Anselmo de Cantuária, no seu Monológio e Posologia, disse que o modo correto de agirmos no que tange ao relacionamento da nossa inteligência com a fé "é crermos nas coisas profundas da religião cristã antes de nos pormos a discuti-las com a nossa razão".
O crente deve conscientizar-se de que a fé não se opõe à razão. Crer é o primeiro passo que se deve dar no caminho em busca do entendimento. Nós cremos para poder compreender.
"A fé é o degrau da compreensão, e a compreensão é o prêmio da fé", disse Karl Barth no seu Comentário ao livro de Romanos. "Se não crerdes, não entendereis", é o que está escrito em Isaías 7.9, na tradução Septuaginta da Bíblia (do hebraico para o grego).
Portanto, a fé é o caminho para o entendimento; é a condição indispensável para penetrarmos na revelação de Deus. A ausência da fé torna impossível tanto agradarmos a Deus (Hebreus 11.6), como entendermos os seus mistérios. 

Além do mais, a Palavra de Deus não pode penetrar em uma criatura irracional. Para que alguém creia, é necessário que seja capaz de pensar. "Pereça a idéia de que devemos acreditar não termos necessidade de buscar uma razão para aquilo que cremos, porque, de fato, já não poderíamos crer se não tivéssemos almas racionais", observou Agostinho, esse ultra perspicaz estudioso das Escrituras, no seu inigualável livro sobre A Trindade.
Quanto à fé, ela não é fruto da simplicidade supersticiosa; não é também uma simples impressão do sentimento religioso. Ela é o ato mais elevado da razão que, reconhecendo sua natureza finita e limitada no caminho da verdade, aceita aquilo que se encontra no terreno da revelação de Deus ao homem. 

A fé em Jesus Cristo é, portanto, o ponto mais alto a que pode chegar a razão humana. Só nela o imenso desejo de conhecimento que há dentro do ser humano encontra a suprema elevação e a plenitude de sua busca, o espírito humano encontra o almejado descanso, e o coração, a paz.

Em uma de suas cartas, Clemente de Alexandria, um dos maiores teólogos da Igreja Primitiva, declarou que os filósofos platônicos tinham pressentido a invisibilidade, a imutabilidade e a incorporabilidade da natureza divina, mas haviam desprezado o caminho que conduz a ela, porque lhes pareceu uma loucura o Cristo crucificado; por isso, não puderam chegar a Deus, que "é o santuário íntimo do repouso, tendo, porém, descoberto de longe a imensa claridade que ele derrama".

Enviada em 18/03/2013 (segunda-feira)
Por: BÍBLIA TUDO+
Pr.Paulo M. Garcia

3 comentários:

PERSEVERÂNÇA disse...

Excelente texto!
Você foi feliz em colocar logo no primeiro paragrafo um texto do apóstolo Paulo.
Abraço fraterno
Nicinha

Anônimo disse...

Bom eu não consegui achar oque eu procuravá ,mas esse texto meu ajudou muito Obrigado Mesmo Assiim, **Boa Trade**.

ellen afonso disse...

Bom esse é um execelente Texto... Boa Noite ...